sábado, 10 de abril de 2010

Cavalos parabenizam aprendizes no Rio de Janeiro



Olá leitores, desculpem a demora na atualização, mas estou em Natal, curtindo um solzinho, depois dos temporais que castigaram o Rio de Janeiro e amendrotaram, inclusive, os nossos valentes cavalos de corrida.

Na segunda-feira, quando começou o sofrimento dos cariocas com as chuvas, na raia do Hipódromo da Gávea ocorriam as corridas normalmente. Sendo que quem dava o show na raia eram os aprendizes, feito que encheu de orgulho os cavalos de corrida, cujo os mesmos, conversando comigo na mesma noturna, enalteceram o serviço dos "meninos" da Escola de Aprendizes do Jockey Club Brasileiro.

"Disputei um bonito páreo com Demi Cindy, que estava sendo conduzida por V. Borges (Ap. 3). Sendo que A. F. Matos estava mais seguro e conseguimos livrar cabeça no disco final. Se logo no início da noturna, dois aprendizes já proporcionaram uma disputa acirrada e limpa, com certeza mais coisas boas iriam acontecer", explicou a vencedora Redigida, uma filha de Redattore e Unity (Ringaro), que foi conduzida por A. F Matos (Ap. 3) e abriu a programação do Hipódromo da Gávea.

Mas se V. Borges (Ap.3) perdeu com Demi Cindy na abertura da reunião, no 3° páreo o garoto não deu chance ao azar. Sobre o dorso da favorita La Judoca, garantiu uma fácil conquista.

"Impressionante a vontade de vencer do garoto. Parecia que montava há anos. Deixou que eu corresse do meu jeito, sem me forçar a nada. Sentiu quando as adversárias poderiam perturbar e me trouxe com extrema facilidade ao disco final. Agradeço ao V. Borges pela minha vitória", falou La Judoca, uma defensora do Stud Big Winner's.

Na 6ª prova da reunião, V. Borges (Ap.3) surpreendeu mais uma vez conduzindo o grande azar Primeiro Comando.

"Todos achavam que eu não tinha chance alguma na corrida, sendo que a pista de areia estava do jeito que eu gosto, bem encharcada, e tinha sobre o meu dorso o aprendiz V. Borges, que não desiste de uma boa briga. Tomamos a ponta e senti a aproximação forte de Martelete D'Oro. Faltando uns 80 metros para o disco, vi que o rival tinha me ultrapasado. Estava disposto a entregar as pontas, foi quando senti o garoto se mexer sobre o meu dorso, exigindo na medida certa uma reviravolta.

A atitude dele mexeu comigo, então não quis desistir. Corri com todas as forças que me restavam e fomos recompensados, pois livrei cabeça de vantagem ao cruzar o disco. Volto a afirmar que o êxito é tão meu quanto do jovem aprendiz", discursou emocionado Primeiro Comando.

Sendo que mal voltamos a respirar após o final emocionante entre Primeiro Comando e Martelete D'Oro, na prova seguinte, a 7ª do programa, novamente os aprendizes surpreenderam com a mesma intensidade das chuvas.

C. Henrique (Ap.3) e H. Fernandes (Ap.2) fizeram um mano a mano perfeito conduzindo, respectivamente, Dá-lhe Mossoró e Al-Majd. O primeiro levou a melhor.

"Gostei muito da coragem de C. Henrique (Ap.3) sobre o meu dorso. Não desistiu da corrida em momento algum e também não permitiu que eu fizesse isso. Espero contar com o jovem em outras oportunidades", derrete-se Dá-lhe Mossoró.

Leitores, até parece que o C. Henrique (Ap.3) escutou o meu papo com Dá-lhe Mossoró, pois na corrida seguinte, o garoto tratou de desbancar os adversários conduzindo a égua Kate-Five. A filha de Astor Place e Kate Vanilla (Choctaw Ridge), criada no Haras San Francesco, não economizou nos elogios ao aprendiz.

"Se todos os jóqueis conduzissem com a vontade e a determinação do C. Henrique (Ap.3), facilitariam a vida de nós, corredores. O momento da corrida depende do desempenho de nós, cavalos, e deles, jóqueis. Muitos desistem antes de alcançar o disco, fazendo com que nós também. Mas não entendem que sentimos a vibração de quem realmente quer ganhar. Foi essa sensação do C. Henrique que me fez superar toda e qualquer dificuldade de atuar na chuva para vencer o 8° páreo carioca", disse Kate-Five.

E para encerrar a reunião dos aprendizes, nada mais justo que um deles ganhar o último páreo. Foi o que fez H. Fernandes (Ap.2) sobre o dorso de Abaixo do Par.

"Ele tem melhorado cada vez mais. Nas cocheiras, conversamos sobre os profissionais que atuam e o nome de H. Fernandes sempre é lembrado. Principalmente porque o garoto, diferente de outros jóqueis, não nasceu sobre o dorso de um cavalo. Ele gostava de nós e tratou de aprender com empenho cada detalhe nosso.

Está com muitas conquistas justamente por este trabalho de não desistir de aprender sobre como nós, cavalos, funcionamos. Fechamos a reunião de segunda-feira com a certeza de que bons jóqueis estão sendo formados na Escola de Aprendizes do Jockey Club Brasileiro", discursou Abaixo do Par, um pensionista de Marcos Ferreira.

Bem, como o próprio Abaixo do Par frisou, uma ótima safra de aprendizes está saindo da Escola de Aprendizes do JCB, o que será bom para o espetáculo das corridas de cavalo.

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